Ju Jabour, uma ótima oportunidade para o jornalismo de moda.

21.08.2012

 

Alguns dias atrás, em uma sexta-feira à tarde, fui visitar a Ju em seu escritório. Muito mais do que uma entrevista, nesses momentos procuro uma conversa aberta, sem personagens e muito menos sem o CNPJ da marca por trás das respostas. Quero ouvir tudo o que aquela pessoa tem para me falar naquele momento em que ela está livre para ser quem é, isso sim é uma matéria da Catarina. Tenho dispensado equipe nessas entrevistas, gosto de ir com a minha câmera e nada mais. Sem roteiro e apenas com sensibilidade para ouvir cada palavra e ler o que cada gesto quer dizer.

Se eu estivesse em busca apenas de uma pauta, seria muito mais prático encaminhar por email ou ligar e pegar as fotos prontas da assessoria de imprensa das marcas. Mas se for dessa maneira, onde fica o verdadeiro jornalismo de moda? Onde está o prazer em ser interlocutora de uma pessoa pública e o leitor?  Porém, mesmo que eu goste de trabalhar dessa maneira, à moda antiga (rs), nem sempre o entrevistado tem o mesmo olhar sobre o jornalismo. Muitas vezes por falta de tempo, em outros momentos pelo receio de abrir sua intimidade, o que é compreensível.

Mas Juliana é aberta, sem amarras e mais transparente do que se possa imaginar. Aos 38 anos, Juliana é uma menina, com olhar super doce e curioso. Antes de conversarmos sobre o momento que vive, ela inverteu os papéis e praticamente me entrevistou. Queria saber tudo sobre as semanas internacionais de moda e as entrevistas que realizo lá fora. Enquanto eu respondia, pude traçar um outro perfil da Ju, a personalidade real que não costuma aparecer nas entrevistas que estamos acostumados a ler. Acima da estilista aparece a empresária, com total consciência de mercado e olhar focado em números e estratégias. Fiz uma pergunta padrão “Qual é a marca/ designer internacional que você admira?”, e já preparada para ouvir as marcas que sempre são citadas nesse momento como McQueen e Victor & Rolf, Juliana surpreende ao citar Marc Jacobs por seu modelo de negócio. ADOREI!

Não que McQueen não seja incrível e muito menos que Mac Jacobs seja o mestre dos mestres, mas gostei da resposta pela visão de empresária. Em todos os meus anos de entrevista com estilistas, Juliana foi a primeira a pensar dessa maneira na resposta. A conversa se estendeu muito (sim, eu sei que sempre converso demais), mas tivemos uma troca rica em todos os aspectos. Conversamos muito sobre o posicionamento das revistas brasileiras, o novo momento do investimento de marketing das marcas nacionais, a dificuldade de mão de obra para o desenvolvimento de produtos de qualidade… A nossa conversa completa estará na próxima edição da Catarina, ok amores?! Daqui alguns dias já será lançada, fiquem tranquilos. Para conter um pouco da curiosidade, vou compartilhar as fotos dos murais do escritório da Juliana, que mostram pesquisas da próxima coleção.

Falando em Catarina, vocês já fizeram o download da edição 31? Caso ainda não tenha feito, clica aqui. Ou busca na Apple Store por “revista catarina” e baixa a versão interativa para IPad.

 

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